Os pesquisadores disseram que os efeitos são “muito amplos” e independente de idade, sexo e condição econômica da pessoa.
A felicidade pode ser usada para detectar indivíduos com riscos para os problemas de saúde, segundo o relatório.
Os cientistas estudaram o bem-estar psicológico de 10 mil pessoas com idade entre 50 e 100 anos, por um período de nove anos, como parte do estudo “English Longitudinal Study of Ageing” da universidade.
Os voluntários foram entrevistados três vezes entre 2002 e 2011, avaliando cada um deles com base em três medidas de bem-estar psicológico e determinar como se desfrutam da vida a partir de uma série de perguntas.
Os cientistas descobriram que aqueles que mais apreciaram a vida estavam mais propensos a continuar a viver nove ou dez anos à mais que os voluntários que não aproveitavam a vida.
“A diferença entre aqueles que apreciam a vida ao máximo e aqueles que não são muito pronunciados, onde quase três vezes mais pessoas morrem no grupo daqueles que aproveitam menos em comparação com aqueles que mais gostam de viver”, disse o relatório.
O professor Andrew Steptoe, encarregado da investigação concluiu que o estudo “é revelador. O que nós descobrimos é que, em um período de nove anos, cerca de 20% das pessoas vão morrer. Desse grupo, entre aqueles que apreciaram mais a vida a taxa de mortalidade foi de 9,9%, ao passo que entre aqueles que aproveitam menos, a proporção de mortes foi muito maior, cerca de 28,8% “, acrescentou.
“Isso aconteceu mesmo quando fatores como idade, sexo ou condição social foram levados em conta”, disse o professor Steptoe.
O estudo, que envolveu a colaboração de cientistas do Centro Nacional de Pesquisa Social da Universidade de Manchester e do Instituto de Estudos Fiscais, também ressaltou que os fatores ambientais, tais como fortes relacionamentos sociais podem afetar a expectativa de vida de uma pessoa.
Na Inglaterra, os cientistas descobriram que uma em cada seis pessoas com mais de 50 anos vivem praticamente isoladas socialmente. Esta proporção foi quase o dobro entre aqueles com rendimentos mais baixos em comparação com os mais ricos.

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